quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fim...

Agora que tudo “acabou”, o que dizer da experiência (essa ficará para sempre na memória e nas ações)?
Dizer que foi a melhor experiência da minha vida é muito clichê e pouco para expressar o que realmente significou. Ucrânia foi a experiência mais impactante da minha vida, a que mais me abriu os olhos, a que mais me possibilitou aumentar a noção de mundo, de culturas, de diferenças e, principalmente, a que mais me possibilitou auto-conhecimento.
Não que nos meus quase 22 anos de vida eu já tenha tantas experiência, mas mesmo que eu viva 200 anos tenho certeza de que sempre lembrarei a Ucrânia como algo muito especial, uma redescoberta, um encaminhamento para a vida.

Eu amei cada segundo, dos mais amados aos mais odiados e hoje vejo que tudo se transformou em um enorme aprendizado.

Dos dias de frio (14ºC) sem casacos aos dias de calor insuportável (53º C) onde nem apenas um bikini e a beira da praia resolviam; dos micro (literalmente) ônibus lotados e sem janelas abertas às maravilhosas caminhadas pela cidade linda; das intermináveis (2, 3h) filas para comprar ou trocar tickets de trem ao preço super em conta que faziam valer a pena; dos dias em que eu me senti mais do que analfabeta (sem saber ler, muito menos falar) aos dias em que nossos alunos queridos nos ajudavam e resolviam tudo por nós; de todas as pessoas grossas e mal educadas que nós encontramos às mais esforçadas e prestativas e aos amigos especiais que fizemos; dos banhos gelados aos quentes; dos dias sem água aos com até 3 banhos; dos choros (de desespero, raiva ou saudade) às gargalhadas (com os amigos ou da situação); da comida gordurosa às comidinhas feitas em casa; dos dias sem dinheiro aos dias de compras; dos dias sem alunos ou tentando conseguir alguns aos com alunos super interessados; da primeira casa super lotada ao quarto espaçoso do Camp; da casa caindo aos pedaços à super localização e beleza da cidade; dos dias de trabalho aos de festa; dos choques culturais às coisas que são iguais em qualquer lugar do mundo; dos dias em que nos pediram para falar mais baixo (ônibus e bar) ao dia em que fomos reconhecidos como americanos por estarmos falando alto e, principalmente, sorrindo; das despedidas emocionadas (ao som de Mórie) aos reencontros deliciosos, tudo teve um porquê de acontecer e foi o que fez valer cada segundo. Me considero uma pessoa privilegiada por ter tido a oportunidade de viver tudo isso.

E para quem nunca pensou na possibilidade de fazer um trabalho voluntário, no seu país ou em outro, ou até mesmo para aqueles que nunca pensaram na possibilidade de visitar a Ucrânia, só o que eu tenho a dizer é: Não deixe de fazer isso, por você! É uma experiência e um lugar único e uma atmosfera indescritível!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Polônia

A viagem de Evpatoria para Lviv, apesar de longa, foi tranqüila. Conseguimos dormir umas 13 horas das 25, então o tempo passou mais rápido! Chegamos em Lviv e o Felipe foi nos encontrar na estação de trem e logo em seguida fomos para a casa do Tom, nosso amigo Holandês, onde dormiríamos aquela noite. Na manhã seguinte acordamos cedo e começamos nossa jornada rumo a Polônia. Diferente do pessoal que já tinha ido antes de ônibus ou trem direto de Lviv para Cracóvia e ficado no mínimo 2 horas na fronteira na parte da Ucrânia e mais 2 na parte da Polônia, decidimos testar e fazer do jeito mais complicado, porém mais rápido e barato. Pegamos um ônibus de Lviv até a fronteira (Sheguini - 2h), cruzamos a fronteira andando (35 min), pegamos um ônibus até a cidade Polonesa mais próxima ( Przemyst - 15 min) e finalmente um trem de lá para Cracóvia (4h). No total demoramos 7 horas e apesar de todos esses ônibus e trem foi super fácil, metade do preço e bem mais rápido que o normal, com certeza recomendamos!
Chegamos em Cracóvia e de cara já amamos a cidade, ela é lindíssima, muito bem conservada e limpa e o melhor: todos falam inglês! Foi um pouco complicado achar um hostel (já que não tínhamos reservado antes e era final de semana), mas tivemos a sorte de encontrar um casal de Canadenses no kiosque de informações e ter exatamente 2 camas ainda vagas no hostel deles, porém apenas para aquela noite. Sem dúvida nenhuma aquele hostel (http://hostel.benedykta.pl) foi o melhor lugar que já dormimos nos quase dois meses de viagem! A cama era de mola, o lençol branquinho e cheiroso assim como o edredom e o travesseiro, o banheiro tinha um chuveiro normal (não precisava segurar na mão como normalmente precisa na Ucrânia) e tudo muito limpinho, quando chegamos mal pudemos acreditar no que estávamos vendo!
Guardamos nossa mochila lá e fomos jantar e caminhar pela cidade, segue um foto para verem como ela é super bonitinha:
Achamos uma agência de turismo aberta (Cracow City Tours, também recomendamos!) e aproveitamos para deixar tudo certo para os passeios do dia seguinte, então decidimos que iríamos para Auschwitz de manhã e Wieliczka (Minas de Sal) à tarde. Caminhamos mais um pouco e fomos dormir, já que no outro dia 7:45 precisaríamos estar no ponto de encontro para às 8:00 começar. Auschwitz é algo indescritível, inexplicável. Para quem não sabe, foi nesse lugar que os Nazistas comandados por Hitler mataram em torno de 1,5 milhões de pessoas (maioria Judeus vindos da Hungria, Polônia, França, Holanda, Grécia, República Tcheca, Eslováquia, Bélgica, Alemanha e Áustria, Iugoslávia, Itália, Letônia, Noruega e outros, mas também Poloneses, Ciganos, Prisioneiros Soviéticos e outros) entre os anos de 1940 e 1945, ou seja, ontem! Ele foi criado para ser um campo de concentração e se tornou, além disso, o maior centro de extermínio em massa dos Judeus. A crueldade e a frieza daquele lugar é algo que não tem como descrever em palavras, só estando lá para sentir. Enfim, conhecemos Auschwitz I e Auschwitz II – Birkenau e tivemos a oportunidade de ver o que eles chamam de "provas do crime" (toneladas de cabelos, milhares de pares de sapatos, malas, roupas, objetos pessoais, entre outros) e entender mais a história daquele lugar. No final da visita, quando a nossa guia estava nos perguntando se alguém tinha alguma pergunta ou algo a acrescentar, uma mulher apareceu, pediu a palavra e contou com euforia que ela estava para conhecer o lugar em que o pai dela esteve, contou um pouco de como foi a trajetória dele por lá e como ele conseguiu escapar, coisa que na verdade nem ele sabe ao certo. Foi muito emocionante presenciar aquele momento e ouvir àquela história! (Na foto abaixo, a entrada do campo onde diz: O trabalho liberta)Depois disso voltamos ao centro da cidade (1h de distância), tivemos 1 hora e meia de intervalo para almoçar e 15:30 nos encontramos novamente para seguir para as Minas de Sal, considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. O lugar é muito bonito e foi preciso andar 3 Km e descer 800 degraus para chegar a 130m (aproximadamente) de profundidade. As minas são bastante interessantes, é tudo sal de verdade (a gente provou as paredes! Haha), tem estátuas de sal lindíssimas, uns salões enormes e maravilhosos onde acontecem festas e casamentos super chiques, lagos de sal (aqueles que você não consegue afundar) e lógico, várias lojinhas vendendo sal de cozinha, sais de banho, pedras de sal, colares de sal (parecem cristais) e tudo que se pode imaginar feito de sal!Após a visita, voltamos para a cidade e precisamos sair novamente atrás de hostel, o que dessa vez foi bem mais difícil já que era sábado e quase 9 horas da noite, mas no fim achamos o último com vagas da cidade e conseguimos dormir tranquilos! No outro dia acordamos cedo e fomos conhecer o Castelo Real de Wawer que é uma residência renascentistas construída para Sigismundo I, o penúltimo rei polaco da dinastia dos Jagelões (an?) como vocês podem ver na foto, é enorme!
Andamos em volta dele, tiramos algumas fotos, passeamos mais um pouco pela cidade e pelas lojinhas de souvenier e fomos para a estação de trem começar a jornada de volta para casa (novamente foi super fácil e tranqüilo, o pessoal que confere os passaportes dessa vez até brincou sobre Brasil e Carnaval!).
De volta a Lviv fomos para a casa do Tom dormir, pois o dia tinha sido longo!
No outro dia, nosso último dia em Lviv, aproveitamos para almoçar com nossos alunos queridos, reencontrar o pessoal que ficou lá para o Step by Step 2 (segunda parte do projeto em Lviv), comprar as últimas lembrancinhas, presentes e tudo mais. Como nossas malas haviam ficado na casa do Max (nosso aluno) quando fomos morar em Evpatoria, dormimos lá, no outro dia acordamos cedo para organizar a bagunça e 11:00h pegamos um taxi rumo ao aeroporto. Foi assim o final de tudo, já sinto saudades!Preciso contar a respeito do aeroporto que é algo inimaginável! Além de ser aquela fila que eu já comentei com gente para todos os lados e na base do “o mais esperto chega na frente”, tinha apenas 1 mulher fazendo o Check-in do avião inteiro e quando chegava na nossa hora ela conferia tudo, a gente tinha que colocar as malas na balança para pesar, tirar, passar pelo raio-x, explicar o que tinha dentro na mala e pasmem, levar a mala e colocar dentro daquele carrinho de madeira que leva as malas para dentro do avião!!! Agora me digam, em que outro lugar do mundo você tem a oportunidade de colocar a sua mala diretamente no carrinho que a levará para o avião?! Haha
A viagem de volta foi tranqüila, em Guarulhos encontramos Malu, Ana e Felipe e chegamos junto em Floripa (delícia chegar em casa!)! Foi maravilhoso poder dividir essa experiência com eles, sem dúvida os melhores parceiros de viagem que eu poderia ter imaginado, amei cada minuto, cada momento, valeu demais galera!!! Dôbra Utra pra vocês, ou, como diria a Malu, Priviet!!

Beijos a todos e em breve o último post com os sentimentos pós-viagem!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Evpatoria


Os dias por aqui tem passado muito rápido! As despedidas já começaram e estamos na jornada final antes de voltar para o Brasil.

A experiência desse Camp foi maravilhosa! Conhecemos muita gente, fizemos muitos amigos, conversamos muito e principalmente nos divertimos demais, chegamos até a dançar “Olha a Onda” em um dos concerts à noite, o que foi super divertido, as crianças adoraram!

A temperatura por aqui tem se mantido bastante elevada durante o dia, já amanhecendo com mais de 33º C e em vários dias chegando a mais de 50ºC (52º, 53º, sendo que nunca fica abaixo de 48º no sol), o que tem tornado as atividades um pouco difícil já que ninguém quer fazer nada mais além de estar na piscina ou na praia durante as horas mais quentes do dia! Dormir também é uma tarefa difícil já que não temos nem mesmo um ventilador. A solução é tomar um banho bem fresquinho antes de deitar e molhar um lençol ou alguma coisa assim para dormir em cima. Detalhe é que mesmo um lençol inteiro molhado no meio da noite já está sequinho e ah, coisa boa é lavar roupa! Em menos de uma hora no sol já está completamente seca.


Domingo foi Day off meu e do Celso e nós aproveitamos para conhecer um pouquinho da Criméia. Depois de conversar alguns alunos em busca de informações, decidimos ir para Balaklava, um ex esconderijo da União Soviética (onde eles consertavam os

navios e submarinos utilizados na guerra) que foi descoberto a menos de 20 anos!

Saímos às 7h da manhã aqui do Camp, pegamos um ônibus até a estação de ônibus, um ônibus até Sevastopool (cidade onde Balaklava é localizada), atravessamos um pedaço de mar de barco, pegamos outro ônibus até o centro e mais um até Balaklava, ufa! Chegamos lá às 13h, almoçamos e decidimos fazer um passeio de barco para aproveitar a vista linda. O passeio foi maravilhoso, pena que o guia só falava Russo e nós não pudemos entender a história certinha do lugar, mas de qualquer forma valeu muito a pena! Balaklava é um pedacinho de mar escondido entre os morros de pedras, então demos a volta por esse pedacinho e saímos para o mar mesmo. O barco parou 3 vezes para que pudéssemos dar um mergulho e aproveitar um

pouquinho aquela água cristalina e a vista linda, a água estava super quentinha e tinha até golfinhos nadando de vez em quando! (abaixo a foto da entrada de Balaklava, olhando pelo mar)



Voltamos para o Camp para aproveitar a última noite dos 5 brasileiros juntos e na segunda de manhã começaram as despedidas. Foi lindo ver as crianças correndo atrás deles e cantando, dando mil abraços de despedida e foi muito triste perceber que a nossa viagem já está

na reta final. Agora Ana, Malu e Felipe foram conhecer Sevastopool, Balaklava e Yalta e depois seguem para Kyiv, de onde sai o vôo deles, já eu e o Celso saímos do Camp amanhã em direção a Lviv (25h de trem!), de onde sai o nosso vôo, depois passamos 2 dias em Cracóvia na Polônia para conhecer Auschwitz e Wieliczka, as Minas de Sal, então voltamos para Lviv pegar o avião dia 17! Ainda encontraremos Ana, Malu e Fe em Guarulhos e chegaremos todos juntos no mesmo vôo em Floripa. (abaixo foto da despedida deles)


Ontem também foi o último dias das crianças por aqui, então aproveitamos o dia para ficar com eles. Brincamos bastante na praia, conversamos, tiramos fotos e distribuimos o resto das coisinhas brasileiras que nos restavam, algumas balas de banana, pés-de-moleque e as famosas fitinhas do Senhor do Bonfim (faltaram pulseirinhas e foi complicado precisar dizer não para eles!). A noite teve um concert especial de despedida e no final foi uma choradeira só, super bonitinho ver as crianças tristes por precisarem ir embora, eles nos abraçavam e choravam de soluçar...


Hoje foi o dia inteiro de mini despedidas, já que cada um tinha um horário de trêm diferente então a cada pouco saia um ônibus cheio de crianças e mais choradeira! Ao mesmo tempo hoje chegaram os novos Camp líderes, que são os verdadeiros responsáveis pelas crianças, então estamos tendo a oportunidade de conhecer mais gente!

Não sei quando conseguirei postar novamente, mas assim que possível o farei para contar como foi na Polônia e os últimos dias em Lviv, já que vamos reencontrar nossos ex-alunos queridos!!


Beijos a todos!

Saudade!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Odessa

Embarcamos no Trem 1:40 da manhã rumo a Odessa e a viagem foi ótima, não fosse o calor insuportável que começou a aparecer pela manhã!

Chegamos em Odessa e como eu e o Celso tivemos uma mudança de planos (vocês entenderão a seguir), precisamos, mais uma vez, entrar na fila para trocar nossos tickets da volta por dinheiro e depois por novos tickets. Alguém já ouviu falar de inferno na Terra? É nesse lugar ai, fila para trocar tickets de trêm na Ucrânia! Sério, eles não conhecem ordem, respeito, linha reta, senhas ou mesmo uma fitinha para separar as filas. Precisamos ficar 2 horas e meia em uma fila onde a princípio tinham apenas umas 10 pessoas. Todos acham que sua situação é mais importante e pedem para passar na frente, ou seja, a fila não anda e ninguém diz nada, eles só riem!! A fila fazia zigue-zague e a cada hora andava mais PARA TRÁS! Fora o fato de que eles adoram fechar a janelinha da bilheteria na nossa cara, é impressionante, a gente sempre acerta a hora (de tanto em tanto tempo eles param 20 minutos para descansar)!!

Mas beleza, no fim deu tudo certo e conseguimos os novos tickets, hora de ir pro alojamento da conferência, começo da decepção! Descobrimos que a conferência não era exatamente em Odessa e que precisaríamos pegar um ônibus e em 1 hora e meia estaríamos no lugar. Lá fomos nós para outro inferno, os ônibus! Eles acreditam que as bactérias e doenças vêem das ruas, então fecham todas as janelas (todas que eu digo são as 2 únicas possíveis de abrir!) e nós ficamos presos em uma sauna. Chegamos no tal Camp Carolina e fomos recebidos por duas meninas da AIESEC que vieram com a seguinte notícia: “Nossas cabanas estão sem água, se vocês quiserem uma com água precisarão pagar um pouco mais (na verdade saiu mais barato, vai entender!). Temos cabanas com água por 60 ou por 70 Hrvinas, qual vocês querem?” Como iríamos ficar só por duas noites, escolhemos a e 60 (14 reais) e optamos por não pagar refeições junto com eles, já que os outros brasileiros que estavam lá falaram que as refeições eram horríveis. Fizemos uma ótima opção já que nos dois dias em que ficamos lá acabamos indo para outro lugar e quem pagou refeição no Camp, no fim precisou pagar novamente na cidade!

Vamos conhecer o quarto... Era uma casinha de madeira lááá no fundo, cheia de mato em volta. Quando entramos, MUITAS aranhas por todo lado e um banheiro bizarro onde nao existia exatamente um box e o ralo ficava em desnível para cima, uma coisa muito legal! A dona da casinha ensinou a gente que depois do banho seria preciso pegar a vassoura que tinha ali e varrer a água em direção ao ralo. Ah, esqueci de comentar que tinha água mas que era muito gelada, o que ainda é melhor do que nada, certo?!

Bom, de AIESEC não vimos praticamente nada, as palestras que eram para acontecer não aconteceram, muito menos as festas temáticas que acabaram virando pessoal indo pra praia e ficando por lá. O que foi muito divertido foi a Global Village que aconteceu na quarta-feira em uma praça no centro da cidade. Para quem não sabe, esse é um evento que, sempre que possível, as AIESECs organizam para apresentar a cultura de outros países para o seu país. Então montamos umas 14 mesas na praça, cada uma com material do país de seus representantes (mais fotos no orkut):

A nossa mesa estava sempre cheia, a fitinha do Senhor do Bonfim fez sucesso novamente, demos 3 entrevistas para TV e 1 para rádio ou jornal, não tenho certeza agora, e foi super divertido, fazendo valer a pena a ida à conferência!

No outro dia fizemos City Tour, conhecemos a Ópera, o Porto, umas casas importantes, estátuas e pontos turísticos da cidade e às 23:49 (sim, sai exatamente nesse horário!) embarcamos no Trem rumo a Evpatoria, na Criméia.

Como a AIESEC Lviv não conseguiu nenhum Camp legal para ficarmos, conversamos com a Ana e a Malu para que elas tentassem uma vaga pra gente no Camp delas. E não é que deu certo? Agora estamos eu, Celso, Felipe, Ana e Malu em um Summer Camp chamado Cockatoo a 1 minuto da praia (água quentinha e limpa, mar calmo), ganhando 3 refeições diárias, uma cama gostosa, um banheiro limpo e um banho gostoso (com direito a água quente em alguns horários pré determinados), água mineral (sim, isso faz a diferença!), lavanderia (uhul!) e 250 alunos super empolgados!

Sabem aqueles Summer Camps de filme Americano? É isso aí!! Nossa programação é a seguinte:

8:30 – café da manhã

10:00 – ir para a praia com as crianças que dormem no corredor o qual somos responsáveis (no meu caso o 3 e o 4)

12:00 – banho

13:00 – almoço

14:00 – speak out (uma conversa com as crianças que quiserem falar em inglês)

15:30 – Brazilian Dance

16:00 – Praia com as crianças novamente

17:30 – English Game

18:00 – banho

18:30 – Janta

19:30 – Apresentações (dança, teatro, música), competições, games (depende do dia)

20:30 – Disco (um DJ tocando para eles curtirem, vira balada mesmo!)

22:30 – Candle Time (uma conversa a luz de vela para acalmar os ânimos)

23:30 – Hora de Dormir

Dias cheios não? É super divertido e a nossa tarefa mais importante é “Conversar e se divertir” com as “crianças” (eles tem entre 7 e 17 anos)!!

Ah, e depois desse horário, nós, os internos, podemos fazer o que der vontade e como as opções não são muitas, normalmente passamos nas lojinhas que tem aqui por perto, compramos algumas coisas e ficamos na praia conversando e dando risada, até que é bem divertido!!

O único problema é que aqui está muito quente. Agora está 33 graus e ainda são 9h da manhã, ontem às 13:00 chegou a 49 graus (sim, 49!! Estávamos todos derretendo, não é a toa que o verão Europeu está dando tanto o que falar!) e às 22h estava 35 graus, 2 banhos por dia é pouco!!

Beijos a todos, saudades!!

(Não esqueçam de comentar, please! Eu realmente gosto de saber o que vocês pensam de tudo isso.)

sábado, 24 de julho de 2010

Step by Step 2

Olá! Gostaria de me desculpar pela demora em postar novamente, essa semana foi bastante corrida e ficou difícil.

Após o insucesso da segunda parte do projeto pela falta de crianças, em reunião com a presidente do CL aqui de Lviv decidimos que esta semana daríamos aula no Step by Step 2 no lugar do pessoal que chegou essa semana, assim eles terão mais tempo montarem as próprias aulas e poderão nos acompanhar ever realmente como acontece.

Segunda em direção a escola era aquele sentimento de “Será que agora vai?”. Chegando lá nem sombra de crianças no pátio da escola, todos pensaram “Ixi, mais uma semana sem crianças...”, porém, quando entramos na sala em que seria o Summer Camp, lá estavam elas: 15 lindas crianças nos olhando curiosas e cheias de energia!
Nos apresentamos, começamos com “Get to know each other” e percebemos que todos se viravam bem no Inglês, tornando possível uma boa comunicação. O dia foi muito animado, todos os games deram muito certo, dava pra ver no rostinho deles que estavam gostando, mas mesmo assim pedimos um feedback no final do dia e fomos bem elogiados. Eles adoraram e alguns até trouxeram amigos nos outros dias!Sendo assim, a semana foi bem gostosa! Terça convidamos eles para ir patinar no gelo após a aula e foi super divertido. A maioria de nós (intercambistas) estava fazendo isso pela primeira vez e eles nos ajudaram, seguraram na nossa mão no início e tudo mais. As apresentações culturais no final da semana também foram super legais, na do Brasil nós dançamos, demos fitinhas do Senhor do Bonfim, paçoca, pé-de-moleque e bala de banana e no final fizemos um quiz super disputado onde o grupo vencedor ganhou chaveirinhos do Brasil!

Bom, tirando a parte das aulas que deram super certo, essa semana a maioria dos intercambista já está indo embora e ficaremos apenas eu, Celso, Felipe e Tom e Aneta, um casal de namorados da República Tcheca. Sexta era dia de deixar o apartamento e eu, Celso e Felipe descobrimos que iriamos morar em um Summer Camp mesmo. Fizemos as malas e chamamos o taxi. Uma das integrantes da AIESEC nos ajudou com o taxi e com o endereço do lugar, mas não foi junto. Chegamos no Camp e a impressão foi “Que lugar estranho...”. Entramos e fomos seguindo caminho tentando encontrar alguém que nos explicasse para onde ir, porém ninguém aparecia. Paramos no meio do caminho e várias crianças nos rodearam e ficaram parados nos olhando, parecia que eramos de outro planeta, foi uma sensação engraçada. Descobrimos que teríamos que ir mais para frente e continuamos andando, as crianças nos seguindo. Chegamos no lugar certo e percebemos que tinha alguma coisa estranha com relação a: o que estávamos vendo e o que tinham nos dito. Tentamos nos comunicar, porém ninguém falava uma só palavra de Inglês e a única coisa que entendemos foi quando um menino parou na nossa frente e começou a perguntar “Brasilia? Brasilia?” respondemos que sim e ele “Ronaldo? Ronaldinho? Cristiano Ronaldo?”. Ah, uma detalhe é que antes de chegarmos ao ponto de destino um menininho já pegou a bola de futebol que eu estava carregando dentro de um balde e saiu chutando super feliz. Com mímicas nos mostraram nossos quartos e até ai tudo bem, o problema é que ninguém mesmo falava Inglês.
Ligamos para a presidente do comitê daqui, explicamos a situação e perguntamos o que faríamos lá, já que nenhuma das crianças falava Inglês, tornando o objetivo do nosso intercambio completamente diferente. Meia hora depois apareceu uma menina, professora do Camp que funcionava mais para baixo e conseguimos, finalmente, comunicação. A situação era a seguinte: Estávamos em um Camp onde na parte de cima (onde moraríamos) era um abrigo de menores, sendo que boa parte deles apresentava algum tipo de deficiência mental e na parte de baixo um Camp mesmo, daqueles que as crianças vão para passar 2 semanas e depois voltam para casa, porém apenas 4 de 45 crianças falavam Inglês.
Não sei bem descrever o nosso sentimento olhando tudo aquilo, mas chegamos ao concenso de que não iríamos ficar lá, pelo fato de estarmos aqui com outro objetivo. Seria maravilhoso poder ajudar eles, mas não estavamos preparados para passar 3 semanas em um lugar onde não conseguiríamos nos comunicar com todas aquelas crianças (umas 90 no total) e, sendo assim, não estaríamos fazendo o que viemos para fazer: passar nossa cultura, nosso ponto de vista do mundo, nossos conhecimentos e tudo mais. A menina que estava lá trabalhando também falou que não entendia o que estávamos fazendo lá e se disse bastante insatisfeita com trabalho, dormindo apenas 3 horas por noite e precisando controlar todas aquelas crianças apenas com a ajuda de mais uma menina (ambas aparentavam ter a nossa idade).
No fim ela nos ajudou a pegar um ônibus e voltamos ao centro esperando por alguma outra solução. A AIESEC não encontrou nada por enquanto, então estamos dormindo na casa dos novos intercambistas que viajaram na sexta à noite e só voltam na próxima sexta. Eles foram para uma conferência da AIESEC que acontecerá em uma cidade chamada Odessa durante esta semana. Estávamos com muita vontade de ir também, porém não nos planejamos e ficou muito complicado conseguir Tickets de trem, já que é uma cidade de praia muito visitada durante o verão. Porém, mexemos nossos pauzinhos (Eu, Celso, Felipe, Bernando e Lucas também de Floripa que estão aqui de passagem um após o termino do seu Camp e outro antes do início do seu, Pri e Isa de SP.) e acabei de receber uma ligação dos meninos dizendo que deu certo e que conseguiram os Tickets de ida para segunda à noite e de volta para sexta à noite, então em breve estaremos indo conhecer Odessa e participar da conferência da AIESEC. Espero que seja divertido e que quando voltarmos a AIESEC já tenha um destino para nós!

Assim que possível mandarei notícias sobre Odessa!
Beijos a todos, saudades!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Uma nova jornada...

Essa semana começou a segunda parte do nosso projeto onde, teoricamente, teríamos novos alunos e daríamos aula em outra escola.
Segunda quando estávamos a caminho da escola encontramos a responsável pelo nosso projeto que surgiu com a seguinte informação: A escola está em reforma, não poderemos ficar lá, vocês têm um dia free e eu vou explicar para as crianças o que aconteceu e dizer que o projeto começará quando acharmos outra escola! Ótima idéia, não? Não! Não deixamos ela fazer isso e fomos junto até a escola para pegar os alunos e ir para um parque dar aula mesmo assim, para que eles não perdessem o interesse pelo projeto.
Problema é que eu sinceramente não sei como eles fizeram a divulgação do projeto, mas o fato é que apareceram somente 2 novos alunos e dois dos antigos, que já consideramos amigos e não mais alunos! O começo de uma nova jornada...
Decidimos que continuar assim não dá, fomos até o escritório da AIESEC Lviv e fizemos cartazes e folhetos para começar uma divulgação pelas ruas no próximo dia. Então Terça nós, os 12 internos, saímos pelas ruas com a ajuda dos 2 novos alunos e de 3 dos antigos com bandeiras, cartazes e folhetos divulgando o projeto! Chamamos bastante atenção, muita gente veio conversar e pegar o contato. Aconteceram até alguns fatos engraçados nesse dia:
1: Um cara decidiu que queria dar 50 Hrivnas para ajudar a gente, pois gostou da nossa iniciativa mas não tinha filhos para mandar pro Summer Camp. Não aceitamos, ele jogou o dinheiro no chão e saiu, eu peguei o dinheiro e sai atrás dele, falei que não era esse nosso objetivo com o meu super vocabulário Ucraniano e coloquei o dinheiro no bolso dele novamente. Voltei para junto do grupo e 3 minutos depois ele voltou com 6 garrafas de água geladinha, colocou no chão na nossa frente e saiu. Ele havia dito antes que iria nos ajudar mesmo que não aceitássemos e foi o que fez, super querido e atencioso!

2: Passou um bêbado apontando para a bandeira do Brasil, gritando várias coisas em Ucraniano e a única palavra que entendemos foi: Prostituta! É isso ai, infelizmente é esta a imagem que alguns por aqui carregam do Brasil e essa não foi a primeira, e acho que nem será a última, vez que ouvimos isso desde que chegamos! Nossos alunos não quiseram traduzir o resto das coisas que ele falou...

3: Uma senhora nacionalista passou gritando coisas como: Vão embora! Não precisamos de estrangeiros aqui! Este é um lugar para Ucranianos (estávamos perto da estátua de um escritor famoso daqui), vocês não deveriam estar ai! E coisas do gênero... Ela se deu ao trabalho de ficar uns 10 minutos falando várias coisas, até que chegou outra senhora e começou a discutir com ela dizendo que a nossa iniciativa era ótima, que estávamos ajudando o país delas e coisas assim, sei que elas ficaram mais uns 5 minutos discutindo e no fim cada uma foi para um lado.
Decidimos sair de perto da estátua só para garantir, mas uns 15 minutos depois ela voltou, gritou mais umas coisas, foi embora, voltou de novo e foi embora de vez. É, tudo o que aconteceu por aqui traumatizou algumas pessoas!

Quarta fomos para a escola descobrir o resultado da divulgação: 3 novos estudantes, apenas! As coisas não são fáceis por aqui, eles estão de férias e não querem saber muito de escola, aulas ou coisas assim... Demos aula para os 3 novos (da divulgação), os 2 novos de segunda e 1 dos antigos e até que foi divertido! Problema é que os 3 novos avisaram que não iriam mais essa semana, pois precisam resolver as coisas da universidade e parece que isso leva bastante tempo por aqui.
Então hoje, quinta-feira, apenas dois de nós foram para a escola dar aula e o resto ficou em casa, pois as 3h tivemos uma reunião com a Presidente da AIESEC daqui para tentar resolver a situação. Contamos toda a história (que ela ainda não sabia!) e estamos esperando ela pensar em uma solução!

Quanto ao resto, finalmente nossa água quente voltou, uhul! Agora não precisamos mais congelar em cada banho só porque “faz bem para a pele!” haha!
Ontem fomos para o ÁquaPark com nossos alunos-amigos e foi bem divertido, é um parque fechado, já que aqui é MUITO frio praticamente o ano inteiro, com vários toboáguas e coisas assim!

Já escrevi várias das nossas histórias malucas, mas acho que ainda não comentei o que estou pensando e sentindo...
Estou amando este lugar!! Ele é cheio de histórias, de cultura, de costumes diferentes, de lugares diferentes, tudo muito rico, muito aflorado!
A cidade é uma delícia de viver, tudo pertinho, é gostoso caminhar pelas ruas, é engraçado observar tudo o que acontece, tem um cheiro característico e um jeito único. Nunca me imaginei na situação que estou hoje e estou amando o desafio!Uma delícia, não?!
Beijos a todos!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um pouco de cultura...

Oi gente! Adorei os comentários, vou continuar tentando colocar o máximo de detalhes possível sem deixar o texto muito longo!

Bom, continuando de onde parei, essa semana foi bastante cultural! Já que o nome do nosso projeto é World Without Borders, Terça feira fizemos apresentações sobre o Brasil, a Polônia e a República Tcheca, Quarta feira sobre a Índia e a Indonésia e Quinta feira pedimos para os alunos se dividirem em grupos e nos apresentarem a Ucrânia!!
Eles falaram sobre a arquitetura, as pessoas famosas (especialmente os príncipes e figuras assim), as comidas, as roupas típicas, os instrumentos musicais, as músicas, os artesanatos e algumas tradições! Foi muito divertido, eles foram com roupas típicas, cantaram, tocaram violão, dançaram, levaram comidas e a tarde nos levaram para conhecer uma igreja lindíssima!

Terça a noite fomos com os alunos e os outros intercambistas para assistir Holanda x Uruguai em um bar, Quarta fomos em um bar que fica ao lado do nosso prédio (de onde “roubamos”o sinal da internet, por sinal!) e ontem fomos para um lugar chamado Fenomenum Night Club, um lugar super legal, com uma decoração moderna e músicas muito boas!

Para quem está curioso sobre as condições da casa: A maçaneta do banheiro e as camas continuam quebradas, estamos no 3º dia sem água quente e a água que saia da torneira parece sair diretamente de um Freezer (banho de caneco, com água esquentada no fogão!), o ralo da banheira ainda está entupido e a água continua chegando na canela durante o banho e a cortina que caiu na cabeça da Malu ainda não foi recolocada no teto, uma delícia! Colocamos lixeiras pela casa, o que fez diminuir consideravelmente a quantidade de lixo jogado por ai e, fora isso, nossa faxina ajudou muito, estamos conseguindo nos sentir bem melhor por aqui (se bem que nesse final de semana vamos precisar fazer uma faxina de manutenção, para manter a ordem)!

Sobre a comida: Tudo aqui é muito gorduroso e eles comem tudo com arroz ou batata (normalmente batata). Encontramos alguns lugares com comida saborosa, mas precisamos tomar cuidado com a quantidade de gordura, fora isso tudo bem! Tem MUITAS pizzarias e bem menos lugares com comida normal, mas ainda estamos descobrindo a cidade.

Sobre comunicação: Nas lojas normalmente as pessoas não falam inglês, nas ruas só alguns jovens e nos bares é bem variado. Fazer certas coisas sem ajuda é um tanto complicado, mas até que estamos aprendendo a nos virar com mímicas e as mínimas palavras em Ucraniano ou Russo que sabemos. Nossos alunos também estão nos ajudando bastante nessa parte, sempre que precisamos de uma mãozinha, eles vão super animados tentar ajudar!

Acho que é isso por hoje, sem maiores novidades! Acompanhem também as fotos no Orkut...

Beijos a todos!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lviv

Como havia comentado no post anterior, chegamos em Lviv e deu tudo certo!
A entrada do nosso apartamento parece de um lugar abandonado, inabitável, bizarro... o aspecto é ruim e o cheiro pior ainda!
A fechadura do apartamento é algo que eu nunca imaginei que alguém fosse capaz de inventar, vocês não fazem idéia do tamanho da chave e da complicação que é para usar. As instruções: “Coloca a chave com os ganchinhos virados para cima, cuidado para ela não cair do outro lado! Quando encaixar, vira 90 graus para a direita, puxa com força com uma mão e com a outra abre a maçaneta.” Alguém consegue imaginar?
Ok, porta aberta. O apartamento é assim, você entra no corredor e tem um sofá cheio de coisas em cima, um armário na frente, um banheiro só com um vaso sanitário e a maçaneta da porta quebrada por dentro (é sempre preciso chamar alguém pra fechar a porta por fora, ou, se não, usar o banheiro praticamente de porta aberta) e carpet (sim, isso ainda existe!).
Entrando na porta a esquerda, o quarto dos brasileiro (eu, Celso, Felipe e Felipe). Dormimos em sofás que viram camas duras e estreitas, uma delícia!
Virando a direita e a direita de novo, nossa cozinha e dentro dela nosso banheiro (sim, o banheiro é dentro da cozinha, uma idéia brilhante!) onde tem a pia e a banheira e a água nem sempre se decide entre fria ou quente e o chuveiro na verdade é uma mangueirinha, ou seja, você precisa tomar banho segurando ela e cuidando para não molhar o banheiro inteiro. Sendo assim, vocês podem imaginar o quanto nossos banhos são relaxantes!
Voltando para o apartamento, virando a direita e indo reto é o quarto das meninas: Cecília e Ana da Polônia, Anji da Índia e Melissa da Indonésia.
Quando chegamos a casa estava muito suja e como bons brasileiros, compramos 210 Hrivnas em produtos de limpeza e fizemos uma limpeza do jeito brasileiro! Esfregamos absolutamente todas as partes dos 2 banheiros e da cozinha com esponja e desinfetante, tiramos pó, varremos o chão, passamos pano e tiramos o lixo. Ficou MUITO melhor, não sei como elas estavam morando aqui antes! (Lembrando que acomodação é uma das coisas que a AIESEC daqui nos prometeu, então não fomos nós que escolhemos esse lugar bizarro!)
Domingo nossos alunos vieram fazer uma surpresa e buscar a Anji para almoçar e nós aproveitamos para ir junto e conhecer eles melhor, são uns amores! O mais novo tem 14 e o mais velho 17, mas a maioria tem 15. Depois do almoço eles nos levaram na torre do relógio onde tem uma vista panorâmica maravilhosa da cidade, depois em uma fábrica de chocolate, uma delícia, e no bar do inventor do Sadomasoquismo, um lugar todo temático, muito interessante! Fora isso, caminhamos bastante pela cidade, nos mostraram lojas de souveniers, nos ajudaram a comprar coisas e tudo mais, muito queridos mesmo!
Segunda foi o nosso primeiro dia de aula. Como a AIESEC daqui é uma bagunça, completamento o oposto da AIESEC Floripa, eles mudaram a programação, então tivemos que improvisar, mas deu tudo certo! São em média 15 alunos (entre eles os que eu comentei anteriormente) e todos falam Inglês muito bem, então não temos problemas com comunicação.
À noite fomos para um bar temático da guerra, tinha senha para entrar e um cara muito parecido com o Fidel Castro armado na porta, medo! Haha Na verdade ele era bem engraçado...
Terça a aula foi mais organizada, de manhã fizemos a apresentação cultural do Brasil! Primeiro falamos um pouco, depois entregamos os livros sobre Santa Catarina que a Santur me deu (e eu descobri que está escrito em Russo e não em Ucraniano, mas não tem problema, eles entendem!), mostramos fotos, entregamos as pulseirinhas do Senhor do Bom Fim (que fez o maior sucesso entre eles), eles experimentaram (e adoraram) paçoca, pé-de-moleque e bala de banana e nós dançamos forró e samba, foi bem divertido!
À noite fomos em um bar com os alunos e alguns amigos assistir ao jogo Uruguai X Holanda e, lógico, secar a Holanda, o que não surtiu muito efeito!

Ao contrário de Kyiv que estava um calor infernal, aqui está tão frio quanto Floripa. Estamos tendo problemas com roupas, já que viemos preparados para o verão e encontramos um inverno brasileiro com chuva, mas a gente vai levando!

Beijos a todos! (não esqueçam de comentar, eu adoraria saber quem está lendo e o que está achando!)

domingo, 4 de julho de 2010

Uma longa história...

Quinta-feira, antes de sair para conhecer um pouco mais de Kyiv, decidimos comprar nossa passagem de trem para Lviv para o dia seguinte.
Ok, tudo certo, vamos na sexta as 17h e chegaremos lá no mesmo dia 23:30, maravilha!
Visitamos uma parte da cidade que não conhecíamos, mas não conseguimos chegar ao nosso local de destino, um museu da guerra, pois era muito longe e ninguém sabia dar informação da localização exata, muito menos do ônibus que deveríamos pegar. Desistimos e ficamos caminhando por lá, conhecendo a Opera e olhando as lojas...
Sexta-feira acordei cedo para arrumar tudo e combinar com o menino responsável do Hostel a respeito do taxi para a estação de trem, expliquei e ele ficou de nos conseguir 2 taxis, 1 para as malas e outro para nós (Somos em 5 e temos 8 malas grandes mais mochilas e acompanhamentos, uhul!). Perguntei 2 vezes no dia e estava tudo confirmado, 2 taxis chegariam às 16h. Decidimos ir almoçar às 15 e voltamos para o Hostel apenas para escovar o dente e descer com tudo quando eram 15:40, eis que surge uma surpresa: “No Taxi!” diz o Max (menino do Hostel), “No Taxi?? Why??” “There are no taxis in the city anymore” o resto do diálogo vocês podem imaginar, mas e agora? Bom, vamos descer com tudo e torcer para que em 1 hora a gente consiga achar uma boa alma que nos ajude a resolver a situação, já que o Max não era a pessoa mais indicada para isso. Tive a sorte de pedir ajuda para um cara que falava um inglês “A small” de primeira e que, muito surpreendentemente, fez de tudo para nos ajudar (isso não é a coisa mais comum aqui)! Descobrimos que é só ficar fazendo sinal de taxi no meio da rua, pois qualquer um dos carros ali pode ser um taxi, pelo o que eu entendi tudo depende da boa vontade do motorista. Ok, em 5 minutos parou um carro, mas ainda não era o suficiente! De qualquer forma, fomos colocando tudo dentro para ver o que acontecia e 10 minutos depois parou outro, ainda tínhamos 40 minutos para chegar na estação, ótimo! Eis que não contávamos com outro pequeno probleminha... Não é só Floripa que tem problemas com chuva. Justo naquela tarde havia chovido bastante e estava tudo engarrafado!Sem entrar em maiores detalhes do cara tentando me convencer que 10 dólares poderiam ser 100 Hrivinas sendo que são só 80 e ficando puto pois eu sabia disso, chegamos correndo na estação de trem faltando apenas 5 minutos!! Achamos uma mulher muito querida que também não falava inglês direito, mas que saiu correndo para tentar nos ajudar... É, não foi o suficiente, perdemos o trem!
Hora de trocar o bilhete perdido por Hrivinas. Descobrimos que fila não é a coisa mais respeitada na Ucrânia e que achar gente que fale inglês as vezes é um inferno, já que só um “a small” nem sempre resolve.
Mais de 1 hora em uma fila que andava para trás e com um ajudante ruim de inglês e ruim de negociação, mas que estava super disposto a nos ajudar (até demais!!), conseguimos reverter as passagens que nos custaram 100 Hrivinas (R$23,00) por 30,30 Hrivinas, não é a melhor coisa do mundo, mas melhor do que nada. Detalhe: após essa troca a mulher do caixa mal humorada jogou o dinheiro para a gente, virou a plaquinha e fechou a cortina sem maiores explicações. Quando conseguimos entender o que estava escrito, eram 20 minutos de pausa, uma maravilha sendo que a fila estava gigante e andando para trás (não, vocês não imaginam o quanto!
Beleza, agora temos 30,30 por cada passagem perdida e pagamos mais 100 por novas passagens para sábado com saída 10:53h e chegada em Lviv 21:08 (Sim, o novo trem levaria 11 horas ao invés de 6 como o trem anterior), é o que temos!Mas e agora? O Hostel está lotado e não temos para onde ir! Eis que o cara que nos ajudou a trocar as passagens (ele havia perdido o mesmo trem que nós) se propõe a ajudar novamente! Ele começa a procurar no celular (internet) e acha um apartamento onde podemos ficar por 59 dólares, mas 2 de nós precisam ir com ele ver. Ana e Felipe vão, eu Celso e Malu ficamos cuidando das malas e esperando por eles (ah, sendo que nesse meio descobrimos que o Brasil foi eliminado! Uma p*** maré de azar, desculpa ai gente!).
30 minutos esperando e decido ir no banheiro (novidade!) pago 2 Hrivinas e quando abro a porta do banheiro, olha só o que eu encontro...
Ok, encarei e voltei para esperar... uma partida de Uno e uma canseira enorme, além do stress e da preocupação!
1 hora depois eles voltam super desconfiados, pois o apartamento é muito “barato” comparado a tudo que oferece (no maior estilo cinema), mas eles já pagaram então não tem mais o que fazer, vamos! Outro taxi, 8 malas, 2 pessoas no Taxi, quem? Decidimos por Felipe e o cara que estava nos ajudando e ficamos para ir de ônibus já que a Ana havia ido e sabia o que fazer! Mais 1 probleminha, pelo que entendemos no nosso Russo perfeito e nas mímicas, não teria mais aquele ônibus que deveríamos pegar, ou seja, vamos a pé (sim, tudo aqui é difícil!)!
Chegando lá 40 minutos depois, cadê o Felipe? Cadê as malas? Cadê o cara? Nem sinal!
2 caras entrando no apartamento de cima e eu começo a gritar pedindo ajuda, novamente encontro alguém com um inglês “A small”, mas cheio de força de vontade, e tento explicar a situação... Malu tem o telefone do cara que está com o Felipe, então pedimos para ele ligar e descobrir o que está acontecendo! Traduzindo, Felipe e o cara estavam na frente de uma universidade (500m) parados com todas as malas nos esperando, putos da cara. A culpa não é nossa, não tinha mais ônibus e não entendemos o combinado, já que foi tudo meio correndo (já eram quase 22h nesse momento).
Ana e Malu ficam para cuidar das bolsas e mochilas, Celso e eu vamos resgatar o Felipe com o cara... Os meninos do prédio que nos ajudaram a ligar aparecem com um carro, ufa! Colocamos tudo lá e borá pro ap, mas e agora, como dispensar essa figura que está supostamente nos ajudando a praticamente 6 horas? (Nessa hora estávamos cheios de pensamentos ruins, tentando entender o porquê de tanta ajuda, o que ele queria afinal?) Bom, falamos que ele já tinha feito muito, tinha sido muito legal, elogiamos ele até não poder mais, agradecemos muito e falamos que estava na hora de ele ir pra casa descansar também! E ele se despediu... Ufa! Colocamos tudo pra cima super rápido com a ajuda de nossos novos amigos Ucranianos (Victor e Sasha – 2 homens) e sentamos todos no sofá aliviados. Decidimos fazer um jantar com eles para interagir e comemorar que mesmo com a nossa maré de azar, no fim deu tudo certo e acabamos em um apartamento lindo, super bem centralizados, poderíamos dormir em uma cama gostosa, tomar banho em um banheiro limpinho e principalmente, usar um banheiro limpinho! Nos levaram no mercado fazer compras e nos mostraram alguns lugares legais ali, alias, muito legais! Pena que não descobrimos antes...
Prato do dia: Macarrão à carbonara! Conversa vai, conversa vem, fomos dormir de madrugada e dessa vez, para garantir, decidimos ir 2 e 20 horas antes para a estação. 8:30 descemos com todas as malas e em 1minuto, tínhamos um carro parado para nos levar (hoje a sorte estava do nosso lado!) e não só isso, um carro grande! Conseguimos colocar todas as malas dentro e ainda entrar, melhor impossível. Faltando 2 horas para o trem sair, já estávamos lá!

Dessa vez deu tudo certo! Chegamos em Lviv sãos e salvos, o pessoal da AIESEC nos buscou, já estamos na casa definitiva (depois eu comento sobre ela!) e já saímos para uma balada, que aliás é muito diferente (as pessoas dançam de um jeito muito engraçado e as músicas são muito boas!)!

É isso ai pessoal, desculpem o tamanho do texto!! ;)
Beijos!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Chegada!!

Desculpa pela demora, mas com esse fuso daqui e as regras do Hostel, ficou difícil postar alguma coisa antes.
Bom, depois de 26h e uma bolsa esquecida (o Celso esqueceu) no avião (sim, sim, depois de 3h de espera conseguimos recuperar a bolsa faltando 1 min para começar o embarque de Munich para Kyiv) aqui estamos em Kyiv, capital da Ucrânia!
Tirando o fato da bolsa (que estava com as minhas maquiagens dentro) e a desconfiança da imigração com o visto (e o fato de eles não falarem inglês e eu não saber escrever usando aquelas letrinhas deles), a viagem foi ótima. Conforme combinado com o pessoal do hostel, nos buscaram no aeroporto e pudemos chegar com tranqüilidade!
De madrugada chegaram também Ana, Malu e Felipe, então dormimos até um pouco mais tarde, acordamos, banho e após um almoço quase brasileiro (arroz, frango a milanesa e batata frita), fomos conhecer os lugares mais turísticos da cidade... Lindo!!
Uma praça bem grande, com alguns monumentos e prédios antigos, 2 shoppings legais e algumas igrejas que parecem ser cobertas de ouro em algumas partes. Ah, uma coisa curiosa: Aqui amanhece as 3:30 e escurece só as 22, ou seja, pudemos ficar fora e aproveitar bastante, já que, obedecendo a esta lógica, as coisas da cidade também fecham só as 22h, uma delícia!!
Ah, alguns fatos engraçados:
1 - Estamos dormindo em um quarto do Hostel onde dormem 12 pessoas. Ontem quando o pessoal chegou de madrugada nos demos conta de que um dos caras estava dormindo peladão, isso ai, bunda de fora (não, nós não vimos nada além disso! Hahah)!
2 – Esse na verdade não foi tão engraçado... Estávamos nós, lindos e formosos, tirando fotos na praça quando um cara vestido de macaco (parecia um urso!) começa a querer bater fotos com a gente. Ok, achamos super engraçado, tiramos várias fotos e no final, eis que temos uma surpresa “50 Hrivna!!!”, sim, o cara quis nos explorar e cobrar 50 Hrivna (se fala grivinias) pelas fotos... Ok, são apenas 12 reais mas mesmo assim, por fotos?? Pagamos 30 e fomos embora morrendo de vontade de afogar ele no chafariz da praça!!
3 – “Excuse me, Do you speak English??” Resposta de sempre: “A Small!!” Imagina só o que vem depois...
4 – Já sabemos falar algumas coisas em Ucraniano e em Russo e sempre que falamos riem de nós, ainda não entendemos o porquê!! Hahaha
5 – Pior investimento da Viagem: Uma água salgada horrível. Não, nós não sabemos ler rótulos em Ucraniano!!

É isso ai pessoal, qualquer dúvida escrevam nos comentários que eu tento responder no próximo post e olhem meu Orkut, estou colocando as fotos!!

Beijos, amo vocês!
Gi!

domingo, 27 de junho de 2010

Sejam muito bem-vindos!!

Criei este blog com o propósito de relatar minha mais nova aventura que começará amanhã (28/06/2010): Ucrânia!
Além de ser uma ótima maneira de guardar minhas memórias, é um ótimo jeito de mandar notícias à todos.

Para quem não sabe, minha missão na Ucrânia será a seguinte: Participar do projeto WWB (World Without Borders) na cidade de Lviv, ministrando aulas ( ou workshops, como preferirem!) para 80 alunos (entre 14 e 16 anos) selecionados de diversas escolas. Os temas serão os mais diversos, indo desde cultura dos países de cada um dos intercambistas/"professores"(no meu caso o Brasil, lógico) até empreendedorismo, liderança, auto-conhecimento e outros.

Espero que eu tenha muitas, e boas, histórias para contar à vocês!
Assim que possível, atualizarei com novidades diretamente de Kyiv (ou Kiev - Capital da Ucrânia), onde ficarei por 3 ou 4 dias.

Beijos!