Agora que tudo “acabou”, o que dizer da experiência (essa ficará para sempre na memória e nas ações)?
Dizer que foi a melhor experiência da minha vida é muito clichê e pouco para expressar o que realmente significou. Ucrânia foi a experiência mais impactante da minha vida, a que mais me abriu os olhos, a que mais me possibilitou aumentar a noção de mundo, de culturas, de diferenças e, principalmente, a que mais me possibilitou auto-conhecimento.
Não que nos meus quase 22 anos de vida eu já tenha tantas experiência, mas mesmo que eu viva 200 anos tenho certeza de que sempre lembrarei a Ucrânia como algo muito especial, uma redescoberta, um encaminhamento para a vida.
Eu amei cada segundo, dos mais amados aos mais odiados e hoje vejo que tudo se transformou em um enorme aprendizado.
Dos dias de frio (14ºC) sem casacos aos dias de calor insuportável (53º C) onde nem apenas um bikini e a beira da praia resolviam; dos micro (literalmente) ônibus lotados e sem janelas abertas às maravilhosas caminhadas pela cidade linda; das intermináveis (2, 3h) filas para comprar ou trocar tickets de trem ao preço super em conta que faziam valer a pena; dos dias em que eu me senti mais do que analfabeta (sem saber ler, muito menos falar) aos dias em que nossos alunos queridos nos ajudavam e resolviam tudo por nós; de todas as pessoas grossas e mal educadas que nós encontramos às mais esforçadas e prestativas e aos amigos especiais que fizemos; dos banhos gelados aos quentes; dos dias sem água aos com até 3 banhos; dos choros (de desespero, raiva ou saudade) às gargalhadas (com os amigos ou da situação); da comida gordurosa às comidinhas feitas em casa; dos dias sem dinheiro aos dias de compras; dos dias sem alunos ou tentando conseguir alguns aos com alunos super interessados; da primeira casa super lotada ao quarto espaçoso do Camp; da casa caindo aos pedaços à super localização e beleza da cidade; dos dias de trabalho aos de festa; dos choques culturais às coisas que são iguais em qualquer lugar do mundo; dos dias em que nos pediram para falar mais baixo (ônibus e bar) ao dia em que fomos reconhecidos como americanos por estarmos falando alto e, principalmente, sorrindo; das despedidas emocionadas (ao som de Mórie) aos reencontros deliciosos, tudo teve um porquê de acontecer e foi o que fez valer cada segundo. Me considero uma pessoa privilegiada por ter tido a oportunidade de viver tudo isso.
E para quem nunca pensou na possibilidade de fazer um trabalho voluntário, no seu país ou em outro, ou até mesmo para aqueles que nunca pensaram na possibilidade de visitar a Ucrânia, só o que eu tenho a dizer é: Não deixe de fazer isso, por você! É uma experiência e um lugar único e uma atmosfera indescritível!
faço das tuas palavras as minhas! hasusah
ResponderExcluireh.. essa viagem valeu a pena demais..todos deveriam fazer uma "aventura" dessas uma vez na vida!
Goodbye xD
Felipe Ávila