sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Polônia

A viagem de Evpatoria para Lviv, apesar de longa, foi tranqüila. Conseguimos dormir umas 13 horas das 25, então o tempo passou mais rápido! Chegamos em Lviv e o Felipe foi nos encontrar na estação de trem e logo em seguida fomos para a casa do Tom, nosso amigo Holandês, onde dormiríamos aquela noite. Na manhã seguinte acordamos cedo e começamos nossa jornada rumo a Polônia. Diferente do pessoal que já tinha ido antes de ônibus ou trem direto de Lviv para Cracóvia e ficado no mínimo 2 horas na fronteira na parte da Ucrânia e mais 2 na parte da Polônia, decidimos testar e fazer do jeito mais complicado, porém mais rápido e barato. Pegamos um ônibus de Lviv até a fronteira (Sheguini - 2h), cruzamos a fronteira andando (35 min), pegamos um ônibus até a cidade Polonesa mais próxima ( Przemyst - 15 min) e finalmente um trem de lá para Cracóvia (4h). No total demoramos 7 horas e apesar de todos esses ônibus e trem foi super fácil, metade do preço e bem mais rápido que o normal, com certeza recomendamos!
Chegamos em Cracóvia e de cara já amamos a cidade, ela é lindíssima, muito bem conservada e limpa e o melhor: todos falam inglês! Foi um pouco complicado achar um hostel (já que não tínhamos reservado antes e era final de semana), mas tivemos a sorte de encontrar um casal de Canadenses no kiosque de informações e ter exatamente 2 camas ainda vagas no hostel deles, porém apenas para aquela noite. Sem dúvida nenhuma aquele hostel (http://hostel.benedykta.pl) foi o melhor lugar que já dormimos nos quase dois meses de viagem! A cama era de mola, o lençol branquinho e cheiroso assim como o edredom e o travesseiro, o banheiro tinha um chuveiro normal (não precisava segurar na mão como normalmente precisa na Ucrânia) e tudo muito limpinho, quando chegamos mal pudemos acreditar no que estávamos vendo!
Guardamos nossa mochila lá e fomos jantar e caminhar pela cidade, segue um foto para verem como ela é super bonitinha:
Achamos uma agência de turismo aberta (Cracow City Tours, também recomendamos!) e aproveitamos para deixar tudo certo para os passeios do dia seguinte, então decidimos que iríamos para Auschwitz de manhã e Wieliczka (Minas de Sal) à tarde. Caminhamos mais um pouco e fomos dormir, já que no outro dia 7:45 precisaríamos estar no ponto de encontro para às 8:00 começar. Auschwitz é algo indescritível, inexplicável. Para quem não sabe, foi nesse lugar que os Nazistas comandados por Hitler mataram em torno de 1,5 milhões de pessoas (maioria Judeus vindos da Hungria, Polônia, França, Holanda, Grécia, República Tcheca, Eslováquia, Bélgica, Alemanha e Áustria, Iugoslávia, Itália, Letônia, Noruega e outros, mas também Poloneses, Ciganos, Prisioneiros Soviéticos e outros) entre os anos de 1940 e 1945, ou seja, ontem! Ele foi criado para ser um campo de concentração e se tornou, além disso, o maior centro de extermínio em massa dos Judeus. A crueldade e a frieza daquele lugar é algo que não tem como descrever em palavras, só estando lá para sentir. Enfim, conhecemos Auschwitz I e Auschwitz II – Birkenau e tivemos a oportunidade de ver o que eles chamam de "provas do crime" (toneladas de cabelos, milhares de pares de sapatos, malas, roupas, objetos pessoais, entre outros) e entender mais a história daquele lugar. No final da visita, quando a nossa guia estava nos perguntando se alguém tinha alguma pergunta ou algo a acrescentar, uma mulher apareceu, pediu a palavra e contou com euforia que ela estava para conhecer o lugar em que o pai dela esteve, contou um pouco de como foi a trajetória dele por lá e como ele conseguiu escapar, coisa que na verdade nem ele sabe ao certo. Foi muito emocionante presenciar aquele momento e ouvir àquela história! (Na foto abaixo, a entrada do campo onde diz: O trabalho liberta)Depois disso voltamos ao centro da cidade (1h de distância), tivemos 1 hora e meia de intervalo para almoçar e 15:30 nos encontramos novamente para seguir para as Minas de Sal, considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. O lugar é muito bonito e foi preciso andar 3 Km e descer 800 degraus para chegar a 130m (aproximadamente) de profundidade. As minas são bastante interessantes, é tudo sal de verdade (a gente provou as paredes! Haha), tem estátuas de sal lindíssimas, uns salões enormes e maravilhosos onde acontecem festas e casamentos super chiques, lagos de sal (aqueles que você não consegue afundar) e lógico, várias lojinhas vendendo sal de cozinha, sais de banho, pedras de sal, colares de sal (parecem cristais) e tudo que se pode imaginar feito de sal!Após a visita, voltamos para a cidade e precisamos sair novamente atrás de hostel, o que dessa vez foi bem mais difícil já que era sábado e quase 9 horas da noite, mas no fim achamos o último com vagas da cidade e conseguimos dormir tranquilos! No outro dia acordamos cedo e fomos conhecer o Castelo Real de Wawer que é uma residência renascentistas construída para Sigismundo I, o penúltimo rei polaco da dinastia dos Jagelões (an?) como vocês podem ver na foto, é enorme!
Andamos em volta dele, tiramos algumas fotos, passeamos mais um pouco pela cidade e pelas lojinhas de souvenier e fomos para a estação de trem começar a jornada de volta para casa (novamente foi super fácil e tranqüilo, o pessoal que confere os passaportes dessa vez até brincou sobre Brasil e Carnaval!).
De volta a Lviv fomos para a casa do Tom dormir, pois o dia tinha sido longo!
No outro dia, nosso último dia em Lviv, aproveitamos para almoçar com nossos alunos queridos, reencontrar o pessoal que ficou lá para o Step by Step 2 (segunda parte do projeto em Lviv), comprar as últimas lembrancinhas, presentes e tudo mais. Como nossas malas haviam ficado na casa do Max (nosso aluno) quando fomos morar em Evpatoria, dormimos lá, no outro dia acordamos cedo para organizar a bagunça e 11:00h pegamos um taxi rumo ao aeroporto. Foi assim o final de tudo, já sinto saudades!Preciso contar a respeito do aeroporto que é algo inimaginável! Além de ser aquela fila que eu já comentei com gente para todos os lados e na base do “o mais esperto chega na frente”, tinha apenas 1 mulher fazendo o Check-in do avião inteiro e quando chegava na nossa hora ela conferia tudo, a gente tinha que colocar as malas na balança para pesar, tirar, passar pelo raio-x, explicar o que tinha dentro na mala e pasmem, levar a mala e colocar dentro daquele carrinho de madeira que leva as malas para dentro do avião!!! Agora me digam, em que outro lugar do mundo você tem a oportunidade de colocar a sua mala diretamente no carrinho que a levará para o avião?! Haha
A viagem de volta foi tranqüila, em Guarulhos encontramos Malu, Ana e Felipe e chegamos junto em Floripa (delícia chegar em casa!)! Foi maravilhoso poder dividir essa experiência com eles, sem dúvida os melhores parceiros de viagem que eu poderia ter imaginado, amei cada minuto, cada momento, valeu demais galera!!! Dôbra Utra pra vocês, ou, como diria a Malu, Priviet!!

Beijos a todos e em breve o último post com os sentimentos pós-viagem!!

3 comentários:

  1. Melhor viagem, queria fazer tudo de novo!!!
    abraços

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  2. Mto massa Giovana......

    Vou na palestra da AIESEC pra me informar melhor..

    Parabéns pelo blog......

    Beijosss do Diego

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